Entre os dias 04 e 06 de fevereiro de 2026, o professor Adilson de Paula Almeida Aguiar esteve no município de Jaborandi, no Sudoeste da Bahia, realizando atividades técnicas no âmbito do projeto da Fazenda Leite Verde, empreendimento que assessora continuamente desde 2002. O projeto pertence a um grupo de produtores e investidores da Nova Zelândia, em parceria com sócios brasileiros, e é referência nacional em produção de leite a pasto com elevada eficiência técnica e econômica.
A Fazenda Leite Verde foi adquirida no final de 2002 e iniciou suas atividades produtivas em 2003, com um rebanho inicial de 75 novilhas prenhes e 9 vacas, distribuídas em 27 hectares de pastagens. Ao longo de pouco mais de duas décadas, o projeto apresentou crescimento expressivo. Em 2025, o rebanho médio totalizou 4.555 animais, representando um aumento de 54 vezes em relação a 2003, enquanto a área de pastagens alcançou 635 hectares, crescimento de 23,5 vezes no mesmo período.
“A primeira ordenha ocorreu em 2004, com 132 vacas em lactação, resultando em uma produção diária de 964 litros de leite, com produtividade média de 7,3 litros/vaca/dia. A primeira comercialização de leite ocorreu em janeiro de 2004, com aproximadamente 800 litros/dia. Já em 2025, o número médio de vacas ordenhadas chegou a 2.115 animais, o que representa um aumento de 16 vezes em comparação a 2004. O volume médio diário produzido atingiu 30.400 litros, crescimento de 31,5 vezes, com produtividade média de 14,3 litros/vaca/dia, o dobro da observada no início da atividade”, destaca Adilson Aguiar.
Em termos de eficiência do uso da terra, os indicadores de 2025 demonstram elevado desempenho. A produtividade da área explorada exclusivamente com vacas em lactação foi de 33.640 litros de leite por hectare ao ano nos pivôs de ordenha. Considerando todas as categorias do rebanho — vacas em lactação, vacas secas, novilhas e bezerras — a produtividade média da terra foi de 17.481 litros/ha/ano. A taxa de lotação média anual foi de 8,2 cabeças por hectare, equivalente a 6,4 unidades animais (UA) por hectare. Todas as pastagens irrigadas dos pivôs são formadas com capim Tifton 85.
Além da atividade leiteira, a Fazenda Leite Verde também se destaca na produção de grãos. Na safra 2024/2025, a produtividade média da soja foi de 67 sacas/ha em 110 hectares de sequeiro e de 94 sacas/ha em 110 hectares irrigados. A silagem de milho de planta inteira apresentou produtividade média de 57 toneladas por hectare, com 33% de matéria seca. Para a safra 2025/2026, houve expansão significativa da área de sequeiro, que passou para 500 hectares, enquanto a área irrigada foi reduzida para 50 hectares.
O Grupo Leite Verde, além da fazenda, é detentor das empresas Leitissimo e Delicari. A indústria Leitissimo está instalada na própria Fazenda Leite Verde desde 2010 e produz uma ampla linha de derivados lácteos, incluindo: Leitissimo Integral, Semi-desnatado Integral, Zero Lactose Integral, Zero Lactose Semidesnatado, Creme de Leite, Iogurtes (natural integral, natural integral zero lactose, natural semidesnatado zero lactose e natural semidesnatado) e Doce de Leite Leitissimo.
A indústria Delicari, iniciada em 2012, encontra-se atualmente instalada em Jundiaí (SP) e produz iogurtes, picolés e sorvetes elaborados com o Leitissimo Integral. Em 2025, a produção conjunta das indústrias ocorreu com um recebimento médio diário de 45.000 litros de leite, totalizando aproximadamente 16,5 milhões de litros ao ano.
Na condição de consultor técnico do projeto Fazenda Leite Verde, o professor Adilson Aguiar orienta os programas de manejo das pastagens, a suplementação do rebanho, a gestão de indicadores técnicos e econômicos e realiza treinamentos das equipes da fazenda nessas áreas estratégicas. Além disso, como acionista e diretor, participa ativamente da elaboração dos orçamentos técnicos e financeiros, bem como dos planejamentos de curto, médio e longo prazo, contribuindo diretamente para a consolidação e expansão sustentável do projeto.









