Professor Adilson Aguiar acompanha sistemas intensivos de recria e terminação nas Estâncias Cororó e Lagunita, no Paraguai

Entre os dias 5 e 10 de outubro de 2026, o professor Adilson de Paula Almeida Aguiar trabalhou no Paraguai, nas Estâncias Cororó e Lagunita, dando início à terceira etapa do programa de consultoria desenvolvido por meio da CONSUPEC – Consultoria e Planejamento Pecuário.

“O projeto integra produção de bovinos em pasto, semiconfinamento e confinamento com sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP). Considerando áreas próprias e arrendadas, a operação de recria e engorda da empresa Lagunita movimenta aproximadamente 50.000 cabeças”, destaca o professor.

Estância Cororó mantém mais de 10 mil animais em pasto

Nos dias 5 e 6 de outubro, o trabalho foi realizado na Estância Cororó, localizada em Tacuati, no Departamento de San Pedro. A propriedade possui 9.800 ha de área total, dos quais 6.000 ha são úteis. Desse total, 4.080 ha são ocupados por pastagens perenizadas e 550 ha por sistemas de integração lavoura-pecuária.

Nas áreas de ILP, são utilizadas as seguintes sucessões de culturas: soja > milho consorciado com B. ruziziensis; soja > B. ruziziensis solteira; ou soja > aveia.

Na pecuária, a fazenda desenvolve a recria de machos em pasto, posteriormente destinados à terminação em confinamento na Estância Lagunita, e a engorda de fêmeas em sistema de semiconfinamento.

“Durante a visita técnica, o rebanho mantido em pasto somava 10.440 cabeças. Desse total, 1.400 fêmeas estavam em engorda no semiconfinamento, recebendo suplementação equivalente a 1,0% a 1,5% do peso corporal. Outros 9.040 animais estavam na fase de recria, suplementados com suplemento proteico-energético no nível de 0,3% do peso corporal”, explica Aguiar.

No último período de chuvas da safra 2025/2026, o rebanho da Estância Cororó chegou a 17.000 cabeças.

Lagunita possui 4.600 hectares de ILP e confinamento para 15 mil cabeças

Entre os dias 7 e 9 de outubro, o professor Adilson trabalhou na Estância Lagunita, localizada no distrito de Capitán Bado, Departamento de Amambay.

A propriedade possui área total de 16.338 ha, dos quais 11.153 ha são úteis. São 5.508 ha de pastagens perenizadas e 4.600 ha destinados à integração lavoura-pecuária.

Nas áreas de ILP, são adotadas diferentes sucessões: soja > milho consorciado com B. ruziziensis; soja > aveia; soja > sorgo; ou sorgo > rebrota de sorgo.

Na atividade pecuária, a Estância Lagunita trabalha com recria de machos em pasto, terminação de machos e fêmeas em confinamento e engorda de fêmeas em sistema de semiconfinamento.

“As instalações de confinamento possuem capacidade estática para 15.000 cabeças. Em 2025, foram terminados 30.000 animais e, para 2026, o planejamento prevê a terminação de 38.000 cabeças. Durante o trabalho realizado em outubro, a fazenda mantinha 8.212 cabeças em pasto e 13.167 cabeças em confinamento. Somando áreas próprias e arrendadas, a operação de recria e engorda da empresa Lagunita movimenta um rebanho de aproximadamente 50.000 animais”, reforça Aguiar.

Consultoria entra na terceira etapa do programa

O trabalho do professor Adilson nas duas propriedades teve início entre os dias 22 e 27 de junho de 2026, quando foram executadas as duas primeiras etapas do programa de consultoria oferecido aos pecuaristas por meio da CONSUPEC.

A primeira corresponde ao inventário de recursos, com levantamento das condições disponíveis para o sistema produtivo. A segunda é a apresentação do diagnóstico, com avaliação da situação atual das propriedades e de seus respectivos potenciais produtivos.

Na visita realizada entre 5 e 10 de outubro, teve início a terceira etapa: o acompanhamento do programa planejado.

A partir desta fase, serão realizadas quatro etapas de trabalho por ano, com uma visita em cada estação — primavera, verão, outono e inverno.

No projeto, o professor Adilson orienta a escolha de espécies forrageiras, o estabelecimento de pastagens, o dimensionamento da infraestrutura das áreas de pastagem, o manejo do pastoreio, o manejo e controle de insetos-praga e plantas daninhas, a correção e adubação dos solos e o planejamento alimentar do rebanho.

O acompanhamento técnico busca integrar o potencial das áreas de pastagem e de ILP às estratégias de suplementação, semiconfinamento e confinamento, estruturando o planejamento alimentar e produtivo das diferentes fases de recria e terminação dos animais.

Sobre o Autor

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Daniela Miranda

Jornalista especializada em comunicação para o agronegócio. Colabora com o professor Adilson Aguiar desde 2016 e é editora do projeto No Campo com Adilson Aguiar. Atua na produção e edição de conteúdos técnicos sobre pecuária sustentável, forragicultura e manejo de pastagens.

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