Professor Adilson Aguiar ministra aulas pela sexta vez no MBA em Pecuária de Corte da FGI

Nos dias 07 e 08 de junho, o professor Adilson Aguiar participou, pela sexta vez, como docente do curso de pós-graduação MBA em Gestão Estratégica da Pecuária de Corte das Faculdades de Gestão e Inovação (FGI), ministrando o módulo “Planejamento, Intensificação e Manejo de Pastagens”. Responsável pelo conteúdo desde 2022, o professor abordou temas como inventário de recursos, diagnóstico de projeto, definição de metas, planejamento em diferentes prazos e execução de projetos pecuários. A etapa de execução inclui tópicos essenciais como escolha de forrageiras, plantio, infraestrutura, manejo do pastoreio, controle de pragas e plantas daninhas, correção e adubação, irrigação, planejamento alimentar e sistemas integrados. Com unidades em Goiânia e Jataí (GO), a FGI é credenciada pelo MEC com conceito 4,0 e possui 99,2% de aprovação entre os alunos, oferecendo cursos de graduação e pós-graduação presenciais e a distância.

Professor Adilson Aguiar realiza nova etapa de acompanhamento técnico na Fazenda Palma (GO)

Entre os dias 13 e 15 de maio de 2025, o professor Adilson Aguiar realizou mais uma visita técnica de trabalho à Fazenda Palma, localizada no município de Luziânia, Estado de Goiás, como parte da terceira etapa do programa de consultoria prestado por meio da Consupec Consultoria e Planejamento Pecuário. O professor já havia atuado como consultor técnico da propriedade até o ano de 2012. Em 25 e 26 de outubro de 2022, retornou à fazenda para reiniciar o processo consultivo, com a execução do inventário das pastagens (primeira etapa) e a emissão de um diagnóstico da condição atual e do potencial produtivo das pastagens dos sistemas irrigados e de sequeiro, bem como das áreas destinadas à produção de forragem suplementar. Essa fase incluiu também as orientações iniciais para reorganização dos sistemas. Desde então, o professor Adilson tem realizado visitas regulares, nos dias 23 e 24/02, 23 e 24/05, 30 e 31/08, 08 e 09/11 de 2023, 12 e 13/11 de 2024, 11 a 13/02 de 2025, e agora, em 13 a 15/05 de 2025, dentro da terceira etapa do programa, que consiste no acompanhamento técnico contínuo da execução do projeto. Integração entre agricultura e pecuária A Fazenda Palma desenvolve atividades agrícolas e pecuárias integradas. No setor agrícola, são cultivados soja e milho grão e silagem em áreas irrigadas por pivôs centrais, além de soja grão e forrageiras para silagem, pastejo e palhada em regime de sequeiro. Na pecuária, há atuação nas atividades de cria e recria de gado de corte, além de uma importante frente na pecuária leiteira, iniciada em 1964, com foco nas raças Gir Leiteiro, Girolando e Holandês. A fazenda encerrou o ano de 2024 com uma produção média de 29.000 litros de leite por dia. Parte desse volume é processada no laticínio instalado dentro da propriedade, com produção de coalhada, creme de leite, manteigas com e sem sal, doce de leite e queijos tipo cottage, prato, frescal, minas padrão e ricota fresca. O restante é comercializado in natura para indústrias de laticínios. Em 2023, o queijo tipo cottage produzido na Fazenda Palma foi premiado com a medalha de prata na Expo Queijo Brasil, realizada na cidade de Araxá (MG). Sistemas de produção de leite Do volume diário produzido em 2024, cerca de 35% teve origem em um sistema de pastejo irrigado, com 46 hectares de pastagens de capim-tifton 85 irrigadas por pivô central. Nesse sistema, a produção média anual foi de 10.061 litros/dia, com uma produtividade de 21,8 litros/vaca/dia. Durante o trabalho técnico de maio de 2025, foi registrada uma produção média diária de 12.226 litros, com produtividade média de 24,9 litros/vaca/dia. “Em 2024, pastejaram nesses 46 ha cerca de 461 vacas em lactação, com taxa de lotação média de 10 cabeças/ha. A taxa de lotação foi de 13 UA/ha, sem considerar o efeito substitutivo da suplementação, e de 10,3 UA/ha quando esse fator foi considerado. As vacas foram suplementadas com concentrados nas estações de primavera/verão e com concentrados e silagens nas estações de outono/inverno. A produtividade anual média desse sistema foi de 79.830 litros/ha/ano considerando apenas a área de pastagem, e de 47.080 litros/ha/ano considerando a área total de 78 ha (46 ha de pastagem + 32 ha para produção de silagem de milho). Os 65% restantes do volume diário de leite em 2024 vieram de um sistema de confinamento do tipo free-stall, com predominância da raça Holandesa. Foram 580 vacas em lactação, com produção média de 32,4 litros/vaca/dia. Há ainda uma contribuição menor das vacas da raça Gir Leiteiro”, explica Aguiar. A consultoria técnica prestada pelo professor Adilson Aguiar abrange diversas frentes do sistema de produção pecuária, incluindo: A gestão de indicadores técnicos e econômicos da Fazenda Palma é realizada com o suporte de profissionais da equipe da Rehagro, que atuam na análise de desempenho e na definição de estratégias produtivas e econômicas. “O trabalho desenvolvido na Fazenda Palma reflete a importância da consultoria técnica especializada e do acompanhamento contínuo na pecuária leiteira moderna, promovendo ganhos em eficiência, produtividade e sustentabilidade. A integração entre conhecimento técnico, gestão estratégica e inovação tem garantido resultados consistentes e a consolidação da fazenda como referência no setor”, finaliza o professor.

Resultados de Produtividade em Sistemas de ILP – Parte 01

Adilson de Paula Almeida Aguiar – Zootecnista, professor em cursos de pós-graduação na REHAGRO, na Faculdade de Gestão e Inovação (FGI) e nas Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU); Consultor Associado da CONSUPEC – Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda. No mês de janeiro de 2025 escrevi para esse site dois artigos sobre o “estabelecimento da pastagem nos sistemas de integração lavoura/pecuária (ILP)”. Já no dia 10 de maio de 2025 escrevi um artigo sobre “manejo do pastoreio em sistemas de ILP”. Hoje, 17 de maio de 2025 escreverei sobre resultados de produtividade da pecuária em sistemas de ILP e na próxima semana escreverei sobre resultados de produtividade da agricultura nesses sistemas. Uma vez diagnosticado a viabilidade da adoção da ILP é preciso definir como os componentes lavoura e pecuária serão integrados, se em rotação (por exemplo, 1 a 3 anos de pastagens com 1 a 3 anos de lavoura na mesma área em anos diferentes), ou consorcio (por exemplo, plantio anual de arroz, ou milho ou sorgo consorciados com plantas forrageiras numa mesma área ou em áreas diferentes) ou sucessão (por exemplo, soja > pastagem, ou soja > milho ou sorgo consorciados com planta forrageira > pastagem, na mesma área e no mesmo ano). Na sucessão de culturas é comum na Região Sul do país soja ou milho na primavera/verão (safra) > aveia e ou azevém e outras forrageiras de inverno no outono/inverno (segunda safra ou safrinha), enquanto no restante do Brasil o mais comum é soja ou milho na primavera/verão (safra) > milheto ou sorgo para pastejo ou Brachiaria/Panicum, no outono/inverno (segunda safra ou safrinha). Alguns exemplos para a sucessão de culturas na região tropical do país são: i)milho ou sorgo ou milheto consorciados com capim de outubro/novembro a março/abril > pastagem de maio/junho a setembro; ii)soja de outubro/novembro a fevereiro/março > milho ou milheto ou sorgo consorciados com capim de fevereiro/março a junho/julho > pastagem de julho/agosto a setembro; iii)soja de outubro/novembro a fevereiro/março > plantio direto de forrageiras anuais ou perenes de março a abril > pastagem de maio/junho a setembro; iv)soja de outubro/novembro a fevereiro/março > sobressemeadura de forrageiras perenes ou anuais no final do ciclo da soja > estabelecimento da pastagem em março/abril > pastejo de maio/junho a setembro. Na tabela 1 estão resumidos resultados de pesquisas da produtividade da pecuária em sistemas de ILP na modalidade de sucessão de culturas soja > pastagem. Tabela 1 – Indicadores de produtividade da atividade pecuária em sistemas de integração lavoura/pecuária na modalidade de sucessão de culturas. Parâmetro Unidade Valor Massa de forragem t de MS/ha 5,6 a 9,1 (Estado do MS) e 5,9 a 8,7 (Estado de GO) Palhada de forragem mais de milho t de MS/ha 7,4 a 11,9 (Estado do MS); 8,1 a 8,4 (Estado de GO) Taxa de lotação UA/ha 1,95 a 3,2 (Estado de GO) PB, NDT, FDN e FDA na forragem % 8,5 a 11,5 (PB); 59 a 61 (NDT); 66 a 68 (FDN) e 39.5 a 44 (FDA) (Estado de GO) GMD kg/cabeça/dia 0,47 a 0,70 (média 0,58); 0,592 a 0,712 (média 0,636) (Estado de GO) Produtividade @/ha 9,5 a 13,7; 11 a 18 (Estados de MS e GO) t de MS/ha: toneladas de matéria seca por hectare; UA/ha: unidade animal por hectare; PB: proteína bruta; NDT: nutrientes digestíveis totais; FDN: fibra em detergente neutro; FDA: fibra em detergente ácido; GMD: ganho médio diário; Estados de MS e GO: Mato Grosso do Sul e Goiás. Nos experimentos conduzidos no estado de Goiás as taxas de lotação médias variaram entre 1,95 a 3,2 UA/ha, dependendo da espécie/cultivar da planta forrageira, iniciando com 2,27 a 5,09 UA/ha e no final com 1,12 a 1,55 UA/ha. Nestes trabalhos o período de pastejo nas pastagens de inverno, foi de 140 dias e os animais avaliados pesaram no início da avaliação entre 228 e 237 kg e foram suplementados com suplemento mineral. As pastagens brasileiras na média, em 12 meses, têm sido lotadas com 0,70 UA/ha e entregado ganho médio diário de 0,23 kg/cabeça/dia e produtividade da terra de 3,7 @/ha/ano. Apenas na modalidade de sucessão de culturas, na qual a pastagem é explorada por apenas menos de cinco meses por ano, as produtividades têm sido acima de 9,0 @/ha. No Estado do Mato Grosso do Sul em fazenda de pesquisa a produtividade da pastagem degradada de Brachiaria decumbens foi de 4,7 @/ha, em pasto não degradado e adubado por quatro anos a produtividade alcançada foi de 12,7 @/ha e em pastagem explorada por quatro anos sem adubar, mas após quatro anos de soja adubada, a produtividade foi de 13,9 @/ha.  Em fazenda comercial no Estado do Mato Grosso do Sul em pastagem degradada os indicadores alcançados foram 0,9 UA/ha, 0,211 kg/cabeça/dia de ganho médio diário e produtividade de 3,4 @/ha; enquanto em pastagem recuperada diretamente por meio de correção e adubação do solo alcançou-se 1,68 UA/ha, 0,467/cabeça/dia e 19,9 @/ha; na pastagem pós cultivo de arroz: 1,81 UA/ha, 0,434/cabeça/dia e 19,8 @/ha e na pastagem pós cultivo de milho: 1,94 UA/ha, 0,443/cabeça/dia e 22,3 @/ha. Em fazendas comerciais no estado de São Paulo a ILP possibilitou o aumento na taxa de lotação de 1,3 UA/ha para 2,2 UA/ha, o ganho médio diário de 0,185 para 0,469 kg/cabeça/dia, e a produtividade da terra de 2,4 para 16 @/ha após cinco safras.

Professor Adilson Aguiar realiza mais uma etapa de acompanhamento técnico do projeto da marca Cara Preta

O professor Adilson Aguiar esteve entre os dias 05 e 08 de maio de 2025 em trabalho nas Fazendas Fortaleza de Santa Terezinha, localizada no município de Jequitaí, e nas Fazendas Santa Mônica e Santa Terezinha, no município de São João da Ponte, ambas no norte de Minas Gerais. As propriedades integram o projeto da marca Cara Preta, um modelo referência em sistemas agropecuários integrados. A atuação do professor Adilson nesse projeto teve início em setembro de 2019, com a realização das duas primeiras etapas do seu programa de consultoria: o inventário de recursos e, em seguida, a emissão do diagnóstico técnico. A partir de dezembro de 2019, teve início a terceira etapa — o acompanhamento técnico contínuo — que se mantém até o presente momento, com visitas periódicas às propriedades. Fazenda Fortaleza de Santa Terezinha – Jequitaí (MG)Nos dias 05 e 06 de maio, o trabalho foi conduzido na Fazenda Fortaleza de Santa Terezinha, que possui 4.914 hectares de área útil, sendo: “A fazenda conta com um sistema de confinamento com capacidade estática para 20.000 cabeças. Na data da visita, estavam em pastagens 5.889 animais e 2.870 em regime de confinamento. O rebanho inclui 5.500 fêmeas em idade reprodutiva”, explica o professor. Fazendas Santa Mônica e Santa Terezinha – São João da Ponte (MG)Nos dias 07 e 08 de maio, o professor Adilson esteve nas Fazendas Santa Mônica e Santa Terezinha. A Fazenda Santa Mônica possui 8.239,8 hectares de área total, com 5.989,8 hectares de área útil, distribuídos da seguinte forma: “Atualmente, a fazenda realiza o abate de 48.000 bovinos por ano para o programa Cara Preta. As pastagens são utilizadas apenas durante o período chuvoso, com fêmeas em final de gestação e pós-parto. Todas as demais categorias permanecem em confinamento o ano inteiro e, durante a seca, o rebanho total é mantido em confinamento”, completa Aguiar. Diversificação com ovinos e piscicultura na Fazenda Santa TerezinhaA Fazenda Santa Terezinha, além das áreas de cultivo de milho e soja em 287 ha irrigados, abriga um rebanho de 24.000 ovinos da raça Dorper, sendo 15.000 ovelhas em reprodução, destinadas à produção de carne premium ovina da marca Cara Preta. A propriedade também conta com 27 hectares de tanques de piscicultura, voltados à produção de filés de tilápia, igualmente destinados ao mercado premium. Ambos os produtos são processados em frigoríficos instalados dentro da própria fazenda, o que permite maior controle de qualidade e eficiência logística. O projeto de ovinos também dispõe de 101 hectares de pastagens irrigadas — com pivô central e aspersão em malha — cultivadas com capim Tifton 85, garantindo forragem de alta qualidade para o sistema produtivo. Atuação técnica especializadaNo projeto Cara Preta, o professor Adilson Aguiar é responsável pela orientação técnica estratégica nas seguintes áreas: “O projeto é reconhecido por sua integração produtiva (bovinocultura, ovinocultura, piscicultura, agricultura e agroindústria) e por seu compromisso com a sustentabilidade. Toda a energia utilizada nas fazendas é gerada por biodigestores, e os dejetos animais são transformados em composto orgânico, utilizado na adubação dos solos, promovendo eficiência ambiental e produtividade de forma integrada”, finaliza Adilson.

Professor Adilson Aguiar é homenageado pela Fazu que nomeia Campo Agrostológico com seu nome

A Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba) prestou, durante a programação da ExpoZebu 2025, uma homenagem histórica ao professor, consultor e pesquisador Adilson de Paula Almeida Aguiar, um dos maiores nomes da forragicultura e da produção animal a pasto. O evento integrou as celebrações pelos 50 anos da Fazu e reuniu alunos, ex-alunos, professores, familiares e profissionais do agro. O momento teve início com uma palestra técnica ministrada pelo próprio professor Adilson, com o tema “Do básico bem feito ao extraordinário: 34 anos de lições sobre pastagens no Brasil”. Adilson recebeu o Troféu Fazu 50 Anos, e sua esposa, a zootecnista Bianca Helena Passareti Junqueira Franco, também foi homenageada por sua trajetória como profissional, mãe e parceira de vida e carreira. Em seguida, todos os presentes foram convidados para se deslocarem até o Campo Agrostológico da instituição, onde foi realizada uma homenagem institucional e, também, a revelação de uma surpresa emocionante: a nomeação oficial do espaço como Campo Agrostológico Professor Adilson Aguiar. “Fui convidado supostamente apenas para uma palestra, já estava muito orgulhoso e emocionado por saber que minha esposa Bianca seria também homenageada como egressa da Fazu. Tive a grata surpresa de, além de ser homenageado, ter o meu nome dado ao Campo Agrostológico. Me lembro quando, ainda estudante, eu transferi sozinho todos esses canteiros da unidade antiga para o campus atual… e veio um filme na minha mente. Ainda não caiu a ficha. Foi incrível. Muito obrigado a todos. Vai marcar por toda a minha vida”, relatou Adilson, emocionado. “É uma emoção muito grande. São 32 anos de Fazu. Eu cheguei aqui em 1993, conheci o Adilson na Fazu e construímos uma vida juntos, de amor e de carinho. Eu tenho muita gratidão”, destacou Bianca. As filhas do casal, Sofia e Sara, também participaram do momento e expressaram o orgulho de ver a história do pai sendo reconhecida pela instituição onde tudo começou.

Professor Adilson Aguiar acompanha evolução do manejo em pastagens e produção animal no Condomínio Canto Porto

Nos dias 29 e 30 de abril de 2025, o professor Adilson Aguiar esteve na Fazenda Central, localizada no município de Mogi Mirim (SP), para dar continuidade ao programa de consultoria técnica e econômica voltado à produção animal em pasto. O professor iniciou sua atuação neste projeto em julho de 2017, contribuindo diretamente para o aprimoramento dos sistemas de produção das fazendas do Condomínio Canto Porto, empresa de propriedade do senhor Antônio Carlos Canto Porto Filho e seus filhos. O condomínio é composto pelas Fazendas Central e Santo Antônio, cada uma com vocações distintas, mas integradas tecnicamente. Na Fazenda Central, são desenvolvidos programas de seleção genética das raças Gir Leiteiro e Girolando no setor de bovinos, e da raça Crioulo no setor de equinos. As atividades reprodutivas incluem técnicas avançadas de transferência de embriões e fertilização in vitro (FIV). Nesta fazenda também estão sediadas a CPEX e a Invrito Equinos, referências em reprodução animal. Já na Fazenda Santo Antônio, o foco é a produção intensiva de leite com vacas das raças Girolando e Holandesa, além da produção agrícola de grãos, como soja e milho. “A evolução da produção leiteira ao longo dos anos tem sido notável. Em janeiro de 2019, a média diária era de 9.380 litros. Já em dezembro do mesmo ano, a produção atingiu 17.532 litros/dia com 757 vacas e produtividade de 23,1 litros/vaca/dia. Em janeiro de 2024, o volume diário chegou a 50.783 litros, com 1.575 vacas em lactação e média individual de 32,3 litros/vaca/dia — um crescimento de 190% no volume total e de 40% na produtividade por animal, em apenas cinco anos”, destaca Aguiar. O desempenho segue em ascensão. Em outubro de 2024, a produção média diária foi de 61.273 litros com 1.756 vacas em lactação (34,9 litros/vaca/dia). Já nos dias 29 e 30 de abril de 2025, a produção atingiu 76.000 litros/dia. A meta do projeto é alcançar 84.000 litros diários com a ordenha de 2.404 vacas, todas manejadas em sistema intensivo tipo compost barn. Na Fazenda Central, os sistemas irrigados 1, 2, 3 e 4, com pastagens de capim-tifton 85, estavam sendo pastejados por novilhas e vacas doadoras da raça Gir, além de receptoras cruzadas. Todos os animais eram suplementados apenas com sal mineral. As taxas de lotação registradas nos dias da visita foram de 6,1 cabeças/ha e 5,3 UA/ha — índices elevados, viabilizados pela irrigação por aspersão em malha. As pastagens de sequeiro são cultivadas com Brachiaria sp. (Braquiarão e Decumbens), Panicum sp. (Mombaça) e Cynodon sp. (Tifton 85 e Vaquero), todas manejadas com correção e adubação regular dos solos. Nestas áreas, as taxas de lotação observadas foram de 2,4 cabeças/ha e 2,2 UA/ha, também com suplementação exclusivamente mineral. No projeto de seleção da raça Crioulo, desenvolvido na Cabanha Canto Porto, as pastagens de sequeiro com capim-tifton 85 são igualmente intensificadas com práticas de adubação e correção de solo. Durante a visita, a lotação média foi de 2,73 equinos/ha e 2,6 UA/ha. A gestão dos projetos das fazendas é conduzida por Geraldo Donizete Marcantônio, com 32 anos de atuação, e pelo médico veterinário Thiago Nogueira Marcantônio, que participa há 9 anos. As atividades agrícolas e o manejo das pastagens estão sob responsabilidade do engenheiro agrônomo Diogo Nogueira Marcantônio. No projeto, o professor Adilson Aguiar orienta tecnicamente todo o sistema de manejo de pastagens, incluindo a escolha das espécies forrageiras, implantação das pastagens, manejo do pastoreio, correção e adubação dos solos, além do controle de plantas daninhas e pragas. Ele também assessora a implantação da infraestrutura necessária, como piquetes, bebedouros e cercas, além da produção de volumosos suplementares.

Professor Adilson Aguiar realiza consultoria técnica em Goiás e Tocantins para a Vera Cruz Agropecuária

Entre os dias 21 e 26 de abril de 2025, o professor Adilson Aguiar realizou atividades nos Estados de Goiás e Tocantins, prestando consultoria técnica à empresa Vera Cruz Agropecuária Ltda, que atua nos setores de pecuária de corte (cria, recria e engorda) e produção agrícola (grãos, sementes, tomate, entre outros). A Vera Cruz Agropecuária integra o Grupo Otávio Lage, que também opera nos setores de açúcar e álcool (Jalles Machado), látex (OL Látex), comunicação (Rádio FM RVC) e mercado imobiliário. Em Goiás, o trabalho foi realizado nas fazendas Vera Cruz (em Goianésia), Codora (em Santa Isabel) e Joia (nos municípios de Bonópolis, Mutunópolis e Porangatu). Nas fazendas Vera Cruz e Codora, foi executada a primeira etapa do programa de consultoria, denominada “inventário de pastagens”, com o objetivo de levantar dados que subsidiarão o diagnóstico técnico, que compõe a segunda etapa do programa. Na fazenda Joia, o professor conduziu a sexta visita técnica, já na fase de acompanhamento de projeto. A propriedade possui uma área total de 14.788 hectares, dos quais 11.465 hectares são destinados a pastagens e 555 hectares ao sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), com rotação entre soja na safra e pastagens na entressafra. A unidade desenvolve melhoramento genético da raça Nelore, por meio do programa da CIA de Melhoramento, com 1.700 fêmeas em reprodução, além de atividades de recria, com terminação dos animais em um confinamento estático com capacidade para 20.000 cabeças, localizado em Goianésia. O rebanho médio anual em pastagens é de 14.000 animais, oscilando entre 17.000 durante o período das chuvas e 13.000 na seca. A fazenda está em processo de conversão para atuar exclusivamente com recria, com a meta de alcançar 20.000 cabeças durante a estação chuvosa. No Tocantins, o trabalho foi desenvolvido na Fazenda Bandeirantes, situada nos municípios de Araguaçu e Sandolândia. Também em sua sexta visita, o professor acompanhou a gestão de uma área total de 8.708 hectares, dos quais 4.500 hectares são explorados com pastagens e 1.017 hectares com cultivo de seringueira. A pecuária da fazenda é voltada ao melhoramento genético da raça Nelore, com 1.700 fêmeas atendidas pelos programas PMGZ (ABCZ) e ANCP, além de 1.300 fêmeas no programa da CIA de Melhoramento, totalizando 3.500 fêmeas em reprodução — com meta de crescimento para 4.800 fêmeas na estação reprodutiva 2024/2025. O rebanho médio anual é de 8.200 animais. Na safra 2024/2025, a Vera Cruz Agropecuária terminou 36.000 animais em confinamento e comercializou 760 touros e embriões, resultados diretamente ligados ao trabalho técnico e estratégico implantado nas propriedades. O professor Adilson Aguiar foi contratado pela empresa em 2022 para assessorar em temas como seleção de espécies forrageiras, implantação e manejo de pastagens, adequação da infraestrutura, manejo do pastoreio, controle de insetos-praga e plantas daninhas, correção e adubação de solos e planejamento alimentar. O programa de consultoria é composto por quatro visitas anuais, uma por estação (primavera, verão, outono e inverno). Em cada visita, além da consultoria técnica, o professor também ministra treinamentos práticos e teóricos às equipes das fazendas, promovendo capacitação contínua e alinhamento com as práticas mais atualizadas de produção.

Professor Adilson Aguiar ministra aulas de Manejo de Pastagem em Pós-Graduação da Rehagro

Nos dias 15 e 16 de abril de 2025, o professor Adilson Aguiar esteve na cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, para ministrar aulas no curso de pós-graduação em nível de especialização em Pecuária Leiteira, promovido pela Rehagro e coordenado pelo Dr. Ricardo Melo Peixoto. Responsável pelo módulo de Manejo da Pastagem, o professor compartilhou seus conhecimentos em uma das salas do Centro de Treinamento da OCEMG (Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais), abordando práticas essenciais para a gestão eficiente de pastagens voltadas à produção de leite. Com mais de 15 anos de parceria com a REHAGRO, o professor Adilson Aguiar é referência no ensino técnico aplicado à pecuária, atuando também nos cursos de Pecuária de Corte (presencial e online), Pecuária de Corte em Pasto (online), além de ter ministrado disciplinas nos cursos de Nutrição de Bovinos de Corte, Nutrição de Bovinos de Leite e Ovinos de Corte. “A formação de profissionais capacitados para a realidade do campo é essencial para a evolução do agronegócio brasileiro. É uma satisfação contribuir para esse desenvolvimento, compartilhando conhecimento técnico e experiências práticas com os alunos”, destacou o professor Adilson Aguiar.

Professor Adilson Aguiar acompanha projeto da Fazenda Terras Novas

Nos dias 09 e 10 de abril de 2025, o professor Adilson Aguiar realizou mais um trabalho na Fazenda Terras Novas, localizada no distrito de Engenheiro Taveira, município de Araçatuba (SP), onde atua como consultor técnico desde 2001. Reconhecida como referência em integração de atividades produtivas, a fazenda distribui sua área útil da seguinte forma: 56% é arrendada para o cultivo de cana-de-açúcar, 17% é destinada ao cultivo de seringueira para produção de látex, e 27% é utilizada para a pecuária. Até junho de 2021, a propriedade desenvolvia um programa de melhoramento genético da raça Nelore, avaliado pela Conexão Delta Gen. Com a transferência desse rebanho para outra propriedade da família no Mato Grosso do Sul, teve início um novo ciclo produtivo focado nas fases de recria e engorda. Na primeira safra após essa mudança de atividade, os indicadores zootécnicos alcançados evidenciaram a eficiência do manejo adotado. Os animais apresentaram peso corporal final médio de 509 kg, com ganho médio diário (GMD) de 0,847 kg/cabeça/dia ao longo de 319 dias. O peso médio de abate foi de 17 arrobas de peso corporal e 18,5 arrobas de carcaça, com rendimento de 54,6%. “As taxas médias de lotação foram de 2,35 cabeças/ha e 1,96 unidade animal (UA)/ha, enquanto a produtividade das pastagens chegou a 17,5 @/ha de peso vivo e 20,6 @/ha de carcaça — resultados obtidos com machos inteiros”, destaca Aguiar. Nas safras 2024/2025 e 2025/2026, a recria e engorda estão sendo realizadas com fêmeas (novilhas), exigindo ajustes nas estratégias de manejo. O professor Adilson é responsável pela orientação técnica de todas as etapas do programa de manejo das pastagens. Entre as atividades conduzidas estão: a coleta e análise da forragem para determinação da disponibilidade e acúmulo de massa, cálculo da capacidade de suporte, manejo do pastoreio, correção e adubação do solo, além do controle de plantas daninhas e insetos-praga. A estratégia de correção e fertilização do solo é baseada na recuperação anual de 25% da área útil das pastagens, acompanhada de adubações de manutenção em toda a área manejada. Nos últimos quatro períodos de chuvas (safras 2021/2022, 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025), as taxas médias de lotação das pastagens foram de 1,85; 1,9; 1,4 e 1,77 UA/ha, respectivamente, refletindo a variabilidade climática e os ajustes técnicos implementados ao longo das safras.

Com orientação do Professor Adilson Aguiar, Fazenda Cibrapa avança na intensificação do uso da terra e no manejo de pastagens

Entre os dias 01 e 05 de abril de 2025, o professor Adilson Aguiar esteve na Fazenda Cibrapa, da CARPA, localizada no município de Barra do Garças, Estado do Mato Grosso, dando continuidade ao trabalho de consultoria iniciado em 2021. Esta visita fez parte da terceira etapa do programa de consultoria desenvolvido pela CONSUPEC, empresa do professor Adilson, que compreende o acompanhamento técnico da execução do planejamento estabelecido nas fases anteriores. As duas primeiras etapas deste programa de consultoria foram realizadas entre os dias 28 de junho e 02 de julho de 2021. “A primeira etapa é constituída pelo inventário de recursos do projeto, incluindo dados climáticos, de solos, uso da terra, infraestrutura da propriedade, rebanho, pastagens, recursos humanos, contexto regional, objetivos e metas. Já a segunda etapa é o diagnóstico técnico, baseado nesse inventário, que avalia a situação atual e o potencial produtivo do projeto”, explica Aguiar. A segunda visita da etapa de acompanhamento ocorreu entre os dias 27 de setembro e 01 de outubro de 2021. Desde então, o trabalho do professor tem sido direcionado principalmente ao manejo de pastagens e planejamento alimentar com foco no alcance das metas estabelecidas pela empresa. Evolução do uso da terra e do rebanho Na safra 2020/2021, a Fazenda Cibrapa contava com 10.055 hectares de pastagens e 3.341 hectares de lavoura de soja, sustentando um rebanho de 20.000 cabeças, equivalente a 13.184 unidades animais. Já na safra atual, os dados indicam uma reorganização do uso da terra: são 9.296 hectares de pastagens, 4.100 hectares de soja e um rebanho de 19.500 cabeças. Para a safra 2027/2028, a fazenda projeta uma transformação ainda mais intensa no sistema de produção, com previsão de 6.000 hectares destinados a pastagens e 7.379 hectares a lavoura de soja. “A meta é aumentar o rebanho para 23.000 cabeças, o que corresponde a 15.550 unidades animais”, destaca o professor. Com base nesse planejamento, as taxas de lotação também devem evoluir. Em 2020/2021, as taxas eram de 1,99 cabeça por hectare e 1,35 unidade animal por hectare. Na safra atual, elas foram ajustadas para 2,10 cabeças e 1,42 UA/ha, e a meta para 2027/2028 é alcançar 3,83 cabeças/ha e 2,60 UA/ha. Esse crescimento exige um conjunto de ações técnicas articuladas para garantir sustentabilidade e viabilidade produtiva. Para alcançar essas metas, o professor Adilson tem orientado ações estratégicas em diversas frentes, incluindo: Durante esta última visita, realizada em abril de 2025, os trabalhos se concentraram especialmente na definição das espécies forrageiras para plantio das pastagens da safra 2025/2026 e nas etapas operacionais para o plantio dessas áreas. Também foi abordada a modulação das pastagens, com ênfase na redivisão das áreas de piquetes e na alocação eficiente de bebedouros, além do manejo do pastoreio tanto em áreas perenizadas quanto no sistema ILP. Outros pontos de destaque foram o acompanhamento dos manejos e controles de insetos-praga e plantas daninhas, a organização das operações de ensilagem e fenação e a avaliação do desempenho atual do sistema. Ao final da visita, como tem sido de praxe em todas as etapas do projeto, o professor Adilson ministrou um treinamento específico para a equipe de capatazes e técnicos de campo. Desta vez, o tema foi a evolução do projeto e o manejo do pastoreio voltado para o período da seca, reforçando a importância da capacitação contínua para garantir a correta implementação das estratégias técnicas. A atuação do professor Adilson Aguiar na Fazenda Cibrapa vem consolidando um modelo produtivo que alia intensificação do uso da terra, eficiência zootécnica e sustentabilidade, com base em planejamento estratégico, diagnóstico técnico detalhado e acompanhamento regular das ações executadas em campo.