Grupo Sekita Agronegócios avança em integração agropecuária com apoio técnico do professor Adilson Aguiar

Entre os dias 11 e 13 de fevereiro de 2026, o professor Adilson Aguiar esteve em Minas Gerais realizando atividades técnicas em propriedades nos municípios de Cedro do Abaeté, Luz, Lagoa Grande e São Gotardo. No dia 13, o trabalho foi desenvolvido no projeto do Grupo Sekita Agronegócios, localizado em São Gotardo e Rio Paranaíba, na região do Alto Paranaíba (MG).

A Sekita atua na agricultura com produção de alho, beterraba, cenoura e repolho, e na pecuária leiteira com volume diário de 90 mil litros de leite, alcançando produtividade média de 45 litros/vaca/dia. Para rotação e sucessão das culturas principais, cultiva soja (primeira safra), milho (segunda safra) e, no inverno, aveia, trigo e triticale. O grupo também está implantando 400 hectares de abacate. “O grupo construiu um modelo altamente integrado. Além da produção agrícola diversificada, a pecuária leiteira atingiu elevado nível de eficiência, com forte base técnica e gestão profissional”, afirma o professor Adilson.

O professor iniciou sua atuação na Sekita em março de 2008, realizando inventário e diagnóstico que embasaram o investimento na atividade leiteira, cuja primeira ordenha ocorreu em junho de 2008. Entre 2008 e 2014, o acompanhamento foi quase mensal. Em 2024, o projeto alcançou a 4ª posição no ranking Top 100 do Milkpoint, com 78.048 litros/dia.

Os dejetos da pecuária são separados em sólido e líquido. A fração sólida é transformada em composto orgânico com biocatalisadores e aplicada nas lavouras. A parte líquida segue para biodigestores, gerando energia para câmaras frias e sendo posteriormente utilizada como biofertilizante via fertirrigação por pivôs centrais.

Desde 2008, o professor orienta forrageiras, implantação de pastagens, fenação, pré-secagem, infraestrutura, manejo, controle de pragas, correção e adubação do solo. “A integração entre agricultura, leite e agora corte demonstra como é possível intensificar com sustentabilidade, agregando valor e eficiência ao uso dos recursos”, destaca.

Desde julho de 2025, o professor também orienta novo projeto de recria e engorda de animais Angus/Zebu (mercado) e Angus/Holandês (produção própria). A recria ocorre a pasto na Fazenda Campo Verde (Lagoa Grande) e a terminação em confinamento em São Gotardo, com comercialização como carne gourmet em rede local.

Na última visita à Fazenda Lagoa Grande, em 200 ha de B. brizantha cv. Piatã, havia 615 fêmeas neloradas e cruzadas, com lotação de 3,08 cabeças/ha e 1,8 UA/ha, suplementadas com minerais. Para 2026/2027, a área de pastagens será ampliada para 866 ha, predominando capim Piatã, além de Mombaça e Tifton 85.

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Daniela Miranda

Jornalista especializada em comunicação para o agronegócio. Colabora com o professor Adilson Aguiar desde 2016 e é editora do projeto No Campo com Adilson Aguiar. Atua na produção e edição de conteúdos técnicos sobre pecuária sustentável, forragicultura e manejo de pastagens.

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