Fazenda Cibrapa avança em projeto para produzir mais carne em uma área menor de pastagens

Acompanhada pelo professor Adilson Aguiar desde 2021, propriedade planeja elevar o rebanho para 23 mil cabeças e alcançar 3,83 cabeças por hectare até a safra 2029/2030

Produzir mais em uma área menor de pastagens, sem comprometer o planejamento alimentar do rebanho, é um dos principais desafios do projeto desenvolvido na Fazenda Cibrapa, da CARPA, em Barra do Garças, Estado de Mato Grosso.

Entre os dias 6 e 10 de julho de 2026, o professor Adilson Aguiar esteve novamente na propriedade para acompanhar a execução das ações planejadas. Esta foi a 15ª vez em que o consultor trabalhou no projeto e a terceira visita técnica realizada em 2026.

O trabalho faz parte da terceira etapa do programa de consultoria oferecido pelo professor Adilson por meio da CONSUPEC. Nesta fase, o foco está no acompanhamento da implantação do planejamento técnico elaborado a partir do levantamento e do diagnóstico da propriedade.

A consultoria começou em julho de 2021. Entre os dias 28 de junho e 2 de julho daquele ano, foram executadas as duas primeiras etapas do programa.

“A primeira etapa é constituída pelo inventário de recursos do projeto, incluindo dados climáticos, de solos, de uso da terra, da infraestrutura da propriedade, do rebanho, das pastagens, dos recursos humanos, da região, além dos objetivos e das metas. A segunda etapa se constitui na emissão de um diagnóstico da situação atual e do potencial, com base no inventário de recursos feito na primeira etapa”, explica o professor.

Mudança no uso da terra exige intensificação da pecuária

O objetivo da contratação é orientar o manejo das pastagens e o planejamento alimentar para que a Fazenda Cibrapa alcance as metas definidas pela empresa. Na safra 2020/2021, a propriedade utilizava 10.055 hectares com pastagens e 3.341 hectares com lavoura de soja. O rebanho era de 20.000 cabeças.

Na safra 2025/2026, a área destinada às pastagens passou para 8.696 hectares, enquanto a área cultivada com soja aumentou para 4.700 hectares. O rebanho é atualmente composto por 19.500 cabeças, incluindo 8.700 fêmeas em idade reprodutiva. A transformação continuará nos próximos anos. Para a safra 2029/2030, está planejada a utilização de 6.000 hectares com pastagens e 7.379 hectares com lavoura de soja.

Ao mesmo tempo, a meta é aumentar o rebanho das atuais 19.500 cabeças e 13.184 unidades animais para 23.000 cabeças e 15.550 unidades animais. “Neste cenário, as taxas de lotação aumentarão de 1,99 cabeça por hectare e 1,35 unidade animal por hectare, na safra 2020/2021, para 3,83 cabeças por hectare e 2,60 unidades animais por hectare, na safra 2029/2030”, afirma Adilson Aguiar.

Os números demonstram que o projeto busca intensificar a produção pecuária enquanto amplia a participação da agricultura no uso da terra.

Manejo de pastagens e produção de volumosos

Para alcançar as metas, a consultoria envolve diferentes componentes do sistema de produção. O professor Adilson está orientando a escolha de espécies forrageiras destinadas à renovação das pastagens e à produção de volumosos suplementares, como feno e silagem.

O trabalho inclui ainda o estabelecimento de pastagens, os ajustes na infraestrutura de modulação das áreas de pastejo, o manejo do pastoreio, os programas de manejo e controle de plantas daninhas e de insetos-praga, a correção e a adubação dos solos, a produção de feno e silagem e o manejo de pastagens de inverno no sistema de integração lavoura-pecuária, a ILP.

Essas ações são fundamentais para sustentar o aumento da taxa de lotação e assegurar oferta de alimento ao rebanho durante as diferentes épocas do ano.

Conhecimento técnico compartilhado com a equipe

Como parte do acompanhamento, o professor também promove treinamentos com os profissionais responsáveis pela execução das atividades no campo.

Ao final desta etapa, Adilson Aguiar ministrou um treinamento para capatazes, peões, vaqueiros e técnicos de campo. O conteúdo abordou os manejos do pastoreio e o planejamento alimentar nos períodos de seca e de transição entre a seca e a estação chuvosa.

A capacitação contribui para alinhar a equipe aos objetivos do projeto e transformar o planejamento técnico em práticas aplicadas diariamente na propriedade.

Sobre o Autor

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Daniela Miranda

Jornalista especializada em comunicação para o agronegócio. Colabora com o professor Adilson Aguiar desde 2016 e é editora do projeto No Campo com Adilson Aguiar. Atua na produção e edição de conteúdos técnicos sobre pecuária sustentável, forragicultura e manejo de pastagens.

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