Entre os dias 27 e 30 de abril de 2026, o professor Adilson de Paula Almeida Aguiar trabalhou no sudoeste da Bahia, no município de Jaborandi, acompanhando o projeto da Fazenda Leite Verde, assessorado pelo professor desde 2002.
Além das atividades de consultoria técnica, nesta etapa o professor também participou das reuniões de diretores e dos encontros entre diretoria e gerentes das empresas que compõem o Grupo Leite Verde. O projeto reúne produtores e investidores da Nova Zelândia e sócios brasileiros.
A Fazenda Leite Verde foi adquirida no final de 2002. Em 2003, o rebanho inicial era composto por 75 novilhas prenhes e 9 vacas, manejadas em apenas 27 hectares de pastagens.
Ao longo dos anos, o projeto passou por forte expansão. Em 2025, o rebanho médio alcançou 4.555 animais, representando um crescimento de 54 vezes em relação a 2003. A área de pastagens passou para 635 hectares, um aumento de 23,5 vezes comparado ao início do projeto.
Produção de leite evoluiu mais de 30 vezes
A primeira ordenha ocorreu em 2004, com 132 vacas em lactação. Naquele momento, a produção diária era de 964 litros de leite, com produtividade média de 7,3 litros/vaca/dia.
“A primeira venda de leite para o mercado foi em janeiro de 2004, com 800 litros de leite por dia. Em 2025, o número médio de vacas ordenhadas alcançou 2.115, aumento de 16 vezes em relação a 2004, com volume médio diário de 30.400 litros, crescimento de 31,5 vezes em relação a 2004, e produtividade média de 14,3 litros/vaca/dia, o dobro da registrada no início do projeto”, destaca o professor Adilson Aguiar.
Em 2025, a produtividade da terra explorada com vacas em lactação atingiu 33.640 litros/ha/ano nos pivôs de ordenha.
Considerando todas as categorias do rebanho — vacas em lactação, vacas secas, novilhas e bezerras — a produtividade média da terra foi de 17.481 litros/ha/ano, com taxas médias anuais de lotação de:
- 8,2 cabeças/ha
- 6,4 UA/ha
Todas as áreas irrigadas de pastagem utilizam capim Tifton 85.
Além da pecuária leiteira, o grupo também produz soja e milho. Na safra 2024/2025, as produtividades médias de soja foram de:
- 67 sacas/ha em 110 hectares de sequeiro
- 94 sacas/ha em 110 hectares irrigados
Já a produtividade média da silagem de milho de planta inteira foi de 57 t/ha, com 33% de matéria seca. “Na safra 2025/2026, a área de sequeiro foi aumentada para 500 hectares, enquanto a irrigada foi reduzida para 50 hectares”, completa Aguiar.
Além da Fazenda Leite Verde, o grupo é composto pelas empresas Leitissimo e Delicari. A indústria da Leitissimo está instalada dentro da própria Fazenda Leite Verde desde 2010 e produz:
- Leitissimo Integral
- Leitissimo Semi-desnatado Integral
- Leitissimo Zero Lactose Integral
- Leitissimo Zero Lactose Semidesnatado
- Creme de Leite Leitissimo
- Iogurtes Leitissimo
- Doce de Leite Leitissimo
Já a indústria Delicari iniciou suas atividades em 2012 e atualmente está instalada em Jundiaí, produzindo iogurtes, picolés e sorvetes utilizando o Leitissimo Integral como matéria-prima.
Em 2025, a produção de todos esses produtos ocorreu com recebimento médio diário de 45.000 litros de leite, totalizando 16,5 milhões de litros por ano.
Como consultor do projeto da Fazenda Leite Verde, o professor Adilson Aguiar atua na orientação dos programas de manejo das pastagens, suplementação do rebanho, gestão de indicadores técnicos e econômicos, capacitação e treinamento das equipes da fazenda.
Além da consultoria técnica, o professor também participa, como acionista e diretor, dos processos de orçamento técnico e financeiro, planejamento de longo, médio e curto prazo e definição de estratégias de crescimento e intensificação do sistema produtivo.
O trabalho desenvolvido ao longo de mais de duas décadas consolidou a Fazenda Leite Verde como uma referência em integração entre produção agropecuária, eficiência produtiva e industrialização no setor leiteiro brasileiro.









