Professor Adilson Aguiar ministra palestra em Goiânia durante o 5º Encontro de Pecuária de Corte

No dia 1º de setembro de 2025, o professor Adilson Aguiar esteve em Goiânia (GO) para participar do 5º Encontro de Pecuária de Corte: Pecuária Lucrativa, promovido pela Casa do Pecuarista. O evento, realizado no auditório Augusto Gontijo, dentro do Parque de Exposições da cidade, marcou os 23 anos de fundação da empresa. Com público de 300 participantes — entre pecuaristas, técnicos, consultores, gerentes de fazenda, vendedores e familiares — o encontro reuniu profissionais do setor agropecuário de Goiás, Pará, Tocantins e outros estados. A palestra do professor Adilson teve como tema “Estratégias de Intensificação de Produção a Pasto em Ciclos de Alta e de Baixa da Pecuária”. Durante uma hora e meia, ele compartilhou conhecimentos técnicos valiosos, seguidos por uma sessão de perguntas e respostas com duração de uma hora, promovendo troca direta com os participantes. “Foi uma grande satisfação voltar a este evento, que considero uma referência para a pecuária de corte. Agradeço à Casa do Pecuarista pelo convite e pela organização impecável. É sempre um prazer contribuir com produtores e técnicos comprometidos com o avanço do setor”, afirmou o professor Adilson. Esta foi a terceira participação do professor no evento, que também contou com sua presença em 2019 e 2022. A Casa do Pecuarista é dirigida pelos irmãos Fernando e Maurício, ao lado do zootecnista Arthur Guimarães, ex-colega de turma do professor Adilson.
Fazenda Central e Santo Antônio: a evolução da produção leiteira e da pecuária sob consultoria do professor Adilson Aguiar

Nos dias 27 e 28 de agosto de 2025, o professor Adilson Aguiar esteve na Fazenda Central, em Mogi Mirim (SP), para dar andamento ao programa de consultoria técnica e econômica na área de produção animal em pasto. O projeto, iniciado em julho de 2017, consolidou-se como uma das experiências mais expressivas de intensificação sustentável da pecuária no Brasil. Na Fazenda Central, são desenvolvidos programas de seleção da raça Gir Leiteiro e Girolando, no setor de bovinos, e de cavalos Crioulos, na Cabanha, com uso intensivo de transferência de embriões e FIV. O local também abriga as sedes da CPEX e da Invictro Equinos, ampliando o alcance das atividades. Já a Fazenda Santo Antônio concentra-se em duas frentes: a produção de leite com vacas Girolando e Holandês e a produção de grãos como soja e milho, compondo um sistema de integração diversificado e eficiente. Crescimento impressionante da produção de leite A evolução produtiva da Fazenda Santo Antônio revela o impacto da gestão profissionalizada e da assistência técnica contínua. Em janeiro de 2019, a produção média diária era de 9.380 litros. No mês de dezembro do mesmo ano, esse número saltou para 17.532 litros/dia, com 757 vacas em lactação e produtividade média de 23,1 litros por vaca/dia. Em janeiro de 2025, a produção atingiu 65.674 litros/dia, com 2.008 vacas e produtividade média de 32,7 litros/vaca/dia. O crescimento é notável: entre dezembro de 2019 e janeiro de 2024, o volume diário de leite aumentou 3,7 vezes (275%), enquanto a produtividade por vaca cresceu 42%. O avanço não parou por aí. Em julho de 2025, a fazenda registrou média diária de 76.568 litros, com 2.125 vacas em lactação, alcançando 36 litros/vaca/dia. Já nos dias da última visita do professor Adilson, em 27 e 28 de agosto de 2025, a produção chegou a 81.000 litros/dia, com produtividade média de 38 litros/vaca/dia. “Esse crescimento é resultado da intensificação planejada. O uso de sistemas modernos de manejo, aliado à genética e à nutrição, permite que o leite seja produzido em grande volume, sem perder eficiência técnica e econômica”, destacou o professor Adilson. A meta futura é ainda mais ambiciosa: ordenhar 2.404 vacas em sistema intensivo de compost barn, alcançando 84.000 litros/dia de produção. Na Fazenda Central, os sistemas irrigados 1, 2, 3 e 4 estavam, durante a visita, sendo pastejados por novilhas e vacas doadoras Gir, além de receptoras cruzadas suplementadas apenas com suplemento mineral. Nos dias 27 e 28/08/2025, as taxas de lotação eram de 2,0 cabeças/ha e 2,0 UA/ha. As pastagens são de capim-tifton 85, irrigadas por aspersão em malha. Já as pastagens em sequeiro incluem capins Brachiaria sp (Braquiarão e Decumbens), Panicum sp (Mombaça) e Cynodon sp (Tifton 85 e Vaquero). Nessa data, as taxas de lotação estavam em 1,5 cabeça/ha e 1,3 UA/ha, com suplementação proteica ao nível de 0,1% do peso corporal. Anualmente, os solos dessas áreas recebem correção e adubação, garantindo a sustentabilidade do sistema. A cabanha e os cavalos Crioulos No projeto de seleção de equinos da raça Crioulo, conduzido na Cabanha Canto Porto, as pastagens são compostas por capim-tifton 85 em sistema de sequeiro. O manejo é intensificado com correção e adubação de solo. Nos dias da visita, a taxa de lotação média registrada foi de 1,8 equino/ha e 1,7 UA/ha. No projeto, o professor Adilson orienta um conjunto de práticas que vão além do acompanhamento produtivo. Sua atuação inclui: escolha das espécies forrageiras, implantação de pastagens, manejo do pastoreio, correção e adubação do solo, controle de plantas daninhas e insetos-praga, produção de volumosos suplementares, planejamento de infraestrutura de piquetes, bebedouros e divisões de áreas. “Nosso papel é alinhar ciência e prática de campo. O desafio é fazer com que o sistema funcione como um organismo integrado, em que cada decisão de manejo impacta diretamente na eficiência e na rentabilidade”, ressaltou o professor. Os avanços da Fazenda Central e da Fazenda Santo Antônio evidenciam como a integração de tecnologia, manejo criterioso e genética de ponta pode transformar a pecuária leiteira e de corte no Brasil. Com ganhos consistentes em produção, produtividade e sustentabilidade, o projeto reforça a importância da consultoria técnica e da gestão estratégica para o sucesso do agronegócio.
De 1.600 a 33 mil animais: a evolução da Agropecuária Pontal no sul da Bahia

Entre os dias 19 e 23 de agosto de 2025, o professor Adilson Aguiar e o zootecnista Juliano Ricardo Resende estiveram no Estado da Bahia, acompanhando o desenvolvimento da Agropecuária Pontal. Os conjuntos de fazendas da empresa estão concentrados nos municípios de Gongogi, Itagibá, Itapitanga e Barra do Rocha, no sul do Estado. A parceria começou em dezembro de 2005, quando, por indicação do professor Adilson, Juliano realizou o inventário de recursos para emissão de um diagnóstico. Desde então, Juliano atua no projeto de quatro a seis vezes por ano, enquanto o professor Adilson retorna a cada dois anos. Crescimento impressionante em duas décadas No diagnóstico inicial, a Agropecuária Pontal possuía 1.400 hectares de área útil de pastagens e 1.600 animais. Após a estação de nascimento de 2025, a realidade é muito diferente: o rebanho chegará a 33.000 animais em 13.406 hectares de área útil, com 15.000 fêmeas em idade reprodutiva e aproximadamente 7.500 transferências de embriões por ano. Na safra 2024/2025, a produtividade média foi de 13 @/ha/ano, com lucro operacional de R$ 937/ha/ano. Essa performance inclui 200 hectares de pivôs centrais destinados à produção de silagem de planta inteira de milho e milho grão, além de um confinamento estático para 6.000 animais, em operação contínua nos 12 meses do ano. Para o professor Adilson Aguiar, os números são reflexo de visão de longo prazo. “Em 2005, quando começamos o trabalho, o potencial era evidente, mas havia muito a ser estruturado. O que vemos hoje é fruto de planejamento estratégico, tecnologia e persistência ao longo dos anos”. Ciclo completo Entre 2005 e 2015, a principal atividade da Pontal era a recria e engorda. A partir de 2015, com orientação dos consultores, foi implantado o ciclo completo (cria, recria e engorda). Dois anos depois, em 2017, 600 fêmeas foram cadastradas no programa de melhoramento genético PAINT, número que atualmente alcança 15.000 matrizes. As fêmeas não inseridas no PAINT são inseminadas com sêmen de touros Angus, enquanto animais Nelore não selecionados para touros são destinados a frigoríficos, com 22 arrobas em média aos 20 meses de idade, atingindo 57% de rendimento de carcaça. Segundo Adilson, esse salto de qualidade veio da aposta em genética. “A pecuária deixou de ser apenas quantidade. Hoje falamos em eficiência, qualidade de carcaça e sustentabilidade econômica. A genética tem sido um divisor de águas para esse resultado”. Novo desafio: Nelore PO e PMGZ Em 2025, a Agropecuária Pontal deu início ao melhoramento genético da raça Nelore PO (Puro de Origem), aderindo ao PMGZ da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu). Atualmente, mais de 2.000 fêmeas já foram registradas no Programa de Avaliação (PA) da entidade, e a empresa também investe fortemente na compra de animais e embriões PO. As metas são ousadas: – Comercializar mais de 1.000 touros CEIP e PO a partir de 2028/2029; – Chegar a 1.500 touros comercializados em 2029/2030. Competitividade acima da média nacional Comparando os resultados da Pontal com referências de empresas e instituições renomadas no setor pecuário brasileiro, os consultores concluíram que os indicadores técnicos e econômicos da Agropecuária Pontal estão entre os mais competitivos do país. “A Pontal é um exemplo claro de que conhecimento e gestão transformam realidades. O que vemos no sul da Bahia é uma pecuária moderna, rentável e preparada para o futuro”, concluiu o professor Adilson Aguiar.
Professor Adilson Aguiar palestra para mais de 800 pessoas no 6º Fórum de Pecuária de Corte em Salvador

Nos dias 13 e 14 de agosto de 2025, Salvador (BA) sediou o 6º Fórum de Pecuária de Corte, promovido pela Rehagro. Entre os destaques do evento, o professor Adilson Aguiar foi palestrante no primeiro painel da manhã do dia 14, diante de um público superior a 800 participantes. Com o tema “Estratégias de intensificação: soluções para ter mais produtividade no pasto e colher os melhores resultados”, o professor apresentou abordagens práticas para melhorar a eficiência da pecuária de corte. Ao final, participou de uma sessão de perguntas e respostas ao lado de outros especialistas. A parceria entre o professor Adilson e a Rehagro já soma mais de 15 anos, incluindo aulas em cursos de pós-graduação presenciais e on-line nas áreas de pecuária leiteira, de corte e nutrição animal.
Professor Adilson Aguiar retoma consultoria na Fazenda Palma, em Luziânia (GO), com foco em pecuária de leite e sistemas integrados

Entre os dias 11 e 13 de agosto de 2025, o professor Adilson Aguiar esteve novamente na Fazenda Palma, localizada no município de Luziânia (GO), dando continuidade ao programa de consultoria técnica iniciado em 2022. O trabalho é desenvolvido por meio da empresa Consupec – Consultoria e Planejamento Pecuário, da qual o professor é responsável técnico. Adilson já havia atuado como consultor da propriedade até o ano de 2012. O retorno ocorreu em outubro de 2022, com a realização de um inventário das pastagens e a emissão de um diagnóstico técnico sobre a condição atual e o potencial produtivo dos sistemas forrageiros irrigados e de sequeiro da fazenda. A consultoria também abrange áreas destinadas à produção de volumosos suplementares, além das recomendações iniciais de manejo. Desde então, o professor tem acompanhado a evolução do projeto em visitas regulares, nos seguintes períodos: 23 e 24/02, 23 e 24/05, 30 e 31/08, 08 e 09/11/2023; 12 e 13/11/2024; 11 a 13/02, 13 a 15/05 e 11 a 13/08 de 2025. Essas visitas marcam a terceira etapa do programa de consultoria: o acompanhamento técnico continuado. Produção agropecuária diversificada e de alta performance “A Fazenda Palma integra sistemas produtivos de agricultura e pecuária de leite e corte, com destaque para o uso de irrigação por pivô central. Na agricultura, cultiva soja, milho grão e milho para silagem sob pivôs, além de áreas de sequeiro com soja e forrageiras destinadas à produção de silagem, pastejo e palhada”, explica Aguiar. Na pecuária, a fazenda atua com cria e recria de bovinos de corte e com uma robusta atividade leiteira, iniciada em 1964, que envolve a seleção genética das raças Gir Leiteiro, Girolando e Holandês. Ao final de 2024, a produção média diária de leite atingiu 29 mil litros, parte dos quais é industrializada no próprio laticínio instalado na fazenda. A unidade fabrica coalhada, creme de leite, manteigas (com e sem sal), doce de leite e queijos (tipos cottage, prato, frescal, minas padrão e ricota fresca). O restante é comercializado in natura para outras indústrias. Em destaque, o queijo tipo cottage da fazenda recebeu medalha de prata na Expo Queijo Brasil 2023, realizada em Araxá (MG). Sistema irrigado com capim-tifton 85 mostra alta produtividade Do volume total de leite produzido em 2024, cerca de 35% foi proveniente de um sistema irrigado com 46 hectares de capim-tifton 85, sob pivô central. A produção média foi de 10.061 litros/dia, com produtividade de 21,8 litros/vaca/dia. Durante a última visita técnica (11 a 13/08/2025), a média subiu para 11.376 litros/dia, com 24 litros/vaca/dia. O sistema acomodou, em 2024, uma média de 461 vacas em lactação, com taxa de lotação de 10 cabeças/ha, o que representa 13 UA/ha sem considerar o efeito substitutivo da suplementação e 10,3 UA/ha com suplementação. As vacas receberam concentrado nas estações de primavera/verão e concentrado + silagem no outono/inverno. As produtividades médias do sistema foram: 79.830 litros/ha/ano, considerando apenas os 46 ha irrigados 47.080 litros/ha/ano, considerando os 78 ha (46 ha de pastagem + 32 ha destinados à produção de silagem) Confinamento “free-stall” complementa a produção Os outros 65% do leite produzido em 2024 vieram de um sistema de confinamento do tipo free-stall, com vacas predominantemente Holandesas. O rebanho conta com 580 vacas em lactação, que produziram, em média, 32,4 litros/vaca/dia em 2024. Durante a última visita, esse número chegou a 34 litros/vaca/dia, com produção total de 18.326 litros/dia. Há ainda uma contribuição adicional da produção das vacas da raça Gir Leiteiro, em menor escala. Manejo técnico e gestão estratégica O professor Adilson orienta a fazenda em diversos aspectos: A gestão de indicadores zootécnicos e econômicos é conduzida em parceria com consultores da equipe da Rehagro, fortalecendo a tomada de decisão estratégica da empresa.
Professor Adilson Aguiar realiza nova etapa de consultoria no projeto Cara Preta, em Minas Gerais

Entre os dias 4 e 6 de agosto de 2025, o professor Adilson Aguiar esteve na Fazenda Fortaleza de Santa Terezinha, localizada no município de Jequitaí, Minas Gerais, onde deu continuidade ao trabalho técnico no âmbito do projeto da marca Cara Preta. Estava previsto que, nos dias 6 e 7, o trabalho prosseguisse nas Fazendas Santa Mônica e Santa Terezinha, localizadas no município de São João da Ponte, também em Minas Gerais. No entanto, devido a um imprevisto, essa etapa da viagem precisou ser cancelada. O envolvimento do professor Adilson no projeto teve início em setembro de 2019, com a realização do inventário de recursos (primeira etapa) e, em seguida, a emissão do diagnóstico técnico (segunda etapa). A partir de dezembro de 2019, foi iniciada a terceira etapa do programa de consultoria: o acompanhamento técnico contínuo, que vem sendo realizado desde então com foco em eficiência produtiva, manejo de pastagens, nutrição animal e sustentabilidade. Estrutura produtiva da Fazenda Fortaleza de Santa Terezinha A Fazenda Fortaleza de Santa Terezinha possui uma área útil de 4.914 hectares, dos quais 4.527 hectares são de pastagens extensivas, formadas por capins Andropogon e braquiárias Bengo, Decumbens, Humidicola e Marandu. Há também 96 hectares de capineiras de capim Mombaça em regime de sequeiro, e 317 hectares irrigados por pivôs centrais destinados à produção de milho (grãos, silagem de planta inteira e toplage) e soja em grão. A propriedade possui ainda um confinamento com capacidade estática para 20.000 cabeças de gado. Em 5 de agosto de 2025, havia 3.546 animais em pastagens e outros 3.829 no confinamento. Nas semanas seguintes, está prevista a chegada de mais 5.000 animais ao sistema de confinamento. O rebanho da fazenda inclui 5.500 fêmeas em idade reprodutiva. Fazenda Santa Mônica: números impressionantes em São João da Ponte A Fazenda Santa Mônica, localizada no município de São João da Ponte, possui área total de 8.239,8 hectares, sendo 5.989,8 hectares de área útil. Dessa área, 1.500 hectares são de pastagens extensivas em regime de sequeiro, cultivadas com capins Andropogon, Buffel e Urochloa; outros 1.900 hectares são de capineiras, também em sequeiro, com capim Mombaça destinado à produção de silagem; e 2.300 hectares são irrigados por pivôs centrais, utilizados para o cultivo de milho (grãos, silagem de planta e toplage) e soja grão. De acordo com o professor Adilson, a Fazenda Santa Mônica abateu, em 2024, 48.000 bovinos no âmbito do programa Cara Preta. Para 2025, a previsão é de 40.000 abates, e, em 2026, a meta é atingir 100.000 animais abatidos. Em 6 de agosto de 2025, já havia 25.000 bovinos em confinamento, e nas semanas seguintes está prevista a chegada de mais 30.000 animais, totalizando 60.000 bovinos confinados até o final do ano — dos quais 20.000 serão de terceiros, em sistema de boitel, e 40.000 serão animais próprios. “As pastagens da fazenda são exploradas apenas no período chuvoso, com fêmeas em final de gestação ou em fase de pós-parto. As demais categorias permanecem confinadas durante todo o ano. No período da seca, todo o rebanho permanece em confinamento, garantindo controle nutricional e elevado desempenho produtivo”, destaca Adilson. Ovinos, piscicultura e agroindústria na Fazenda Santa Terezinha Na Fazenda Santa Terezinha, também localizada em São João da Ponte, a diversificação é um diferencial estratégico do projeto. Além dos cultivos irrigados de milho e soja em 287 hectares, a propriedade abriga um rebanho de 24.000 ovinos da raça Dorper, sendo 15.000 ovelhas em reprodução, integradas ao projeto de produção de carne premium ovina da marca Cara Preta. Há ainda 27 hectares de tanques escavados para piscicultura, voltados à produção de filé de tilápia, também sob a marca Cara Preta. Os frigoríficos de processamento das carnes ovina e de peixe estão localizados dentro da própria fazenda, permitindo total controle de qualidade e verticalização da produção. “O projeto de ovinocultura conta com 101 hectares de pastagens irrigadas, tanto por pivô central quanto por aspersão em malha, cultivadas com capim Tifton 85”, conforme explica o professor Adilson Aguiar. Consultoria técnica e manejo de excelência No projeto Cara Preta, o professor Adilson Aguiar atua diretamente na escolha de espécies forrageiras, no estabelecimento e manejo de pastagens, no controle de plantas daninhas e insetos-praga, além da orientação quanto à correção e adubação dos solos, tanto nas áreas de pastagens quanto nas áreas voltadas à produção de silagem. Sua consultoria contínua tem contribuído de forma decisiva para o crescimento técnico e produtivo das fazendas, consolidando o projeto como referência em sistemas integrados de produção. Sustentabilidade e inovação como pilares do projeto O projeto Cara Preta é reconhecido nacionalmente pela sua abordagem integrada e sustentável, reunindo agricultura, bovinocultura, ovinocultura, piscicultura e agroindústria. Além disso, destaca-se pela autossuficiência energética, por meio da utilização de biodigestores e do reaproveitamento de dejetos animais na forma de composto orgânico, utilizado na adubação dos solos. Essa estrutura torna o projeto um exemplo de eficiência, sustentabilidade e inovação no agronegócio brasileiro — com a consultoria do professor Adilson Aguiar como um dos grandes diferenciais técnicos que sustentam sua evolução.
Professor Adilson Aguiar participa do 2º Dia de Campo Carpa e reforça parceria técnica com a Carpa Serrana

Entre os dias 28 e 30 de julho de 2025, o professor e consultor Adilson de Paula Almeida Aguiar esteve pela 11ª vez na Fazenda Cibrapa, da Professor Adilson Aguiar participa do 2º Dia de Campo Carpa e reforça parceria técnica com a Carpa Serrana, localizada no município de Barra do Garças (MT). Esta foi sua terceira visita técnica de trabalho ao projeto apenas neste ano, consolidando um trabalho iniciado em julho de 2021, com foco no manejo de pastagens e no planejamento alimentar do rebanho. O trabalho teve como principal objetivo a participação no 2º Dia de Campo Carpa, realizado em 29 de julho, cujo tema central foi “A escalada da Carpa em 40 anos de Mato Grosso”. O evento reuniu 405 inscritos e contou com uma programação técnica robusta, que incluiu palestras no recinto de leilões, dinâmicas de campo e visitas às áreas produtivas da fazenda. Atuação em três frentes O professor Adilson participou do evento em três momentos distintos. No primeiro, na véspera do Dia de Campo, contribuiu com a equipe técnica da fazenda na avaliação dos dados a serem apresentados, revisando cálculos, indicadores zootécnicos e produtivos, além de assistir às apresentações internas. Durante o evento, acompanhou as palestras no período da manhã como participante, absorvendo os resultados e estratégias aplicadas pela Carpa. Na parte da tarde, integrou a equipe técnica na estação prática “Projeto de recria de animais PO e engorda de animais descartes em sistema intensivo”, ao lado de Marcelo e Silvano (técnicos da agricultura), Rhamar Matheus (técnico da pecuária), Octávio (gerente da Fazenda Cibrapa) e Luís Otávio (gerente geral da Carpa). A dinâmica de campo contemplou temas estratégicos como infraestrutura de remangas (bebedouros, cochos, sombreamento e qualidade da água), manejo de pastoreio, cercas elétricas e fornecimento de feno. Evolução dos indicadores produtivos Durante o Dia de Campo, também foram apresentados exemplares dos animais que irão a leilão nos dias 30 e 31 de agosto de 2025 — bezerros para recria e engorda, além de fêmeas e touros PO avaliados. Os participantes ainda puderam visitar o confinamento da fazenda, além das áreas de pastagens, silagem e produção de feno, tanto em sequeiro quanto em áreas irrigadas por pivôs centrais. Desde o início da consultoria do professor Adilson, a Fazenda Cibrapa tem apresentado uma evolução significativa em seus indicadores de produtividade. Na safra 2020/2021, a área era composta por 10.055 ha de pastagens e 3.341 ha de lavoura de soja, com um rebanho de 20 mil cabeças. Já na safra atual (2024/2025), são 9.296 ha de pastagens e 4.100 ha de lavoura, com um rebanho de 19.500 cabeças. “O planejamento estratégico da empresa visa, para a safra 2027/2028, um cenário ainda mais desafiador: 6.000 ha de pastagens e 7.379 ha de lavoura, com incremento no rebanho para 23.000 cabeças e 15.550 unidades animais. Isso representará um aumento nas taxas de lotação, passando de 1,99 cabeças/ha e 1,35 UA/ha (2020/2021) para 2,10 cabeças/ha e 1,42 UA/ha (2024/2025) e, futuramente, 3,83 cabeças/ha e 2,60 UA/ha (2027/2028)”, afirma o professor Adilson Aguiar. Esse avanço é fruto de um trabalho técnico contínuo, baseado em ciência, gestão de dados e comprometimento com a sustentabilidade da produção pecuária intensiva no Cerrado brasileiro.
Consultoria técnica do professor Adilson Aguiar reforça avanços da Vera Cruz Agropecuária em Goiás e Tocantins

O professor Adilson Aguiar trabalhou entre os dias 14 e 19 de julho de 2025 em fazendas da Vera Cruz Agropecuária Ltda nos Estados de Goiás e Tocantins. Contratado em 2022, o professor desenvolve um programa de consultoria voltado à pecuária de corte e à gestão de pastagens, com foco em resultados produtivos e sustentáveis. A Vera Cruz Agropecuária atua nos segmentos de cria, recria, engorda e melhoramento genético da raça Nelore, além da produção agrícola de grãos, sementes e tomate. A empresa faz parte do Grupo Otávio Lage, que também mantém negócios nos setores sucroalcooleiro (Jalles Machado), de látex (OL Látex), comunicação (Rádio FM RVC) e mercado imobiliário. GOIÁS: Três propriedades em diferentes estágios técnicosNo Estado de Goiás, os trabalhos ocorreram em três fazendas: Nas fazendas Vera Cruz e Codora, esta foi a segunda visita técnica, ainda na etapa de inventário de recursos, preparação necessária para a próxima fase de diagnóstico no programa de consultoria. Já a Fazenda Joia, com área total de 14.788 hectares, está em estágio mais avançado. É o sétimo trabalho na unidade, já na fase de acompanhamento de projeto. Desses 14.788 ha, 11.465 ha são ocupados por pastagens e 555 ha com integração lavoura-pecuária (ILP) — com soja na safra e pasto na entressafra. “A fazenda possui um programa de melhoramento genético da raça Nelore, com 1.700 fêmeas em reprodução dentro do sistema da CIA de Melhoramento. Além disso, opera com recria de animais que são terminados em um confinamento estático para 20.000 cabeças em Goianésia. O rebanho médio em pastagens é de 14.000 cabeças, variando de 17.000 nas chuvas a 13.000 na seca. A fazenda está em processo de transição para trabalhar exclusivamente com recria, com meta de atingir 20.000 cabeças no período chuvoso”, explica Aguiar. TOCANTINS: Expansão genética e diversificação com seringueiraNo Estado do Tocantins, o professor visitou a Fazenda Bandeirantes, que abrange os municípios de Araguaçu e Sandolândia. Esta foi também a sétima visita, dentro da etapa de acompanhamento de projeto. Com área total de 8.708 hectares, a fazenda conta com 4.500 ha de pastagens e 1.017 ha de cultivo de seringueira. Na pecuária, desenvolve um projeto robusto de melhoramento genético da raça Nelore, utilizando os programas PMGZ (ABCZ), ANCP e também a CIA de Melhoramento. Atualmente, são 3.500 fêmeas em reprodução, distribuídas entre os programas (1.700 no PMGZ/ANCP e 1.300 na CIA de Melhoramento). A meta é alcançar 4.800 fêmeas na estação reprodutiva 2024/2025. O rebanho total tem uma média anual de 8.200 cabeças. “Na safra 2024/2025, a Vera Cruz Agropecuária finalizou 36.000 animais em confinamento e comercializou 760 touros e embriões. Para a safra 2025/2026, a meta é terminar 40.000 animais e comercializar 800 touros, demonstrando crescimento contínuo nas operações”, afirma o professor. O programa de consultoria do professor Adilson compreende quatro visitas por ano, uma em cada estação (primavera, verão, outono e inverno). Além das análises técnicas, cada visita inclui treinamentos teóricos e práticos com os membros das equipes das fazendas, promovendo a capacitação contínua dos profissionais envolvidos. Entre os temas abordados estão: O trabalho conjunto entre a consultoria técnica e as equipes operacionais tem promovido ganhos consistentes de produtividade, eficiência e sustentabilidade nas unidades da Vera Cruz Agropecuária, consolidando o papel estratégico da assistência técnica especializada no crescimento do agro brasileiro.
A escalada da Carpa em 40 anos de Mato Grosso

Para celebrar as quatro décadas de presença e trabalho do Nelore Carpa no Vale do Araguaia, no dia 29 de julho, a Fazenda Cibrapa sediará um Dia de Campo com uma programação que vai difundir muita informação técnica e proporcionar uma experiencia sensorial capaz de atrair um público importante do setor. O Mato Grosso é um dos estados que possuem a mais vasta biodiversidade e uma das maiores áreas de preservação ambiental do Brasil. Por outro lado, em perfeita harmonia com a natureza, o maior rebanho de corte do País também contribui com a genética mais avançada da raça Nelore, demandada hoje por sistemas produtivos que procuram caminhos de produzir com precisão e precocidade para sustentar o mercado de carne de qualidade. A Carpa representa muito bem a história e a atualidade do setor mato-grossense que nutre com proteína animal boa parte da população mundial. Do pioneirismo no emprego de reprodução assistida ao melhoramento genético por programas de avaliação e seleção por ultrassonografia de carcaça, os 40 anos da trajetória do Nelore Carpa na região é um marco e um motivo perfeito para celebrar. O Dia de Campo será um grande evento comemorativo e técnico. A programação contempla painéis sobre o sistema produtivo do rebanho de seleção e comercial da Fazenda Cibrapa, bem como temas de grande relevância sobre o mercado de carne de qualidade. A manhã será dedicada às palestras e uma sessão de perguntas aos especialistas convidados. Veja como foram definidas as atividades a partir da abertura oficial que será feita pelo mediador Lourenço Campo junto com o Gerente de Pecuária, Luis Otávio Pereira Lima. O Gerente de Fomento da ABCZ, Ricardo Abreu, vai apresentar o PMGZ e as inovações do maior programa de melhoramento genético de zebuínos. Na sequência Matheus Zacarias da Selection Beef trabalhará o tema Ultrassonografia como ferramenta de seleção, detalhando a tecnologia na avaliação do rebanho Carpa. O pecuarista Shiro Nishimura, um convidado especial do evento, vai abordar o tema “O novo Nelore que o Brasil precisa”, destacando a importância do trabalho desenvolvido pelos integrantes da Confraria da Carcaça Nelore na produção de carnes premium. O Manejo Nutricional Carpa, será o tema da apresentação do consultor nutricionista da Nutrepec, Ricardo Manzano, destacando estratégias para maior produtividade e ele será seguido pelo Consultor Técnico Comercial da dsm-firmenich, com foco em soluções inovadoras para a saúde e performance do Nelore Carpa. As palestras terão duração média de 30 minutos e uma das participações mais esperadas é a de Roberto Barcellos, da BBQ Secrets no painel “Futuro da produção de carnes”, abordando tendências, desafios e oportunidades para o setor. Finalizando as palestras, Luis Otávio retorna com o tema “Nelore Carpa: de volta para o futuro”, incluindo apresentação dos resultados de abates de 2024, o potencial da genética Carpa na produção de carne de qualidade e as perspectivas do criatório para os próximos cinco anos. Uma sessão de perguntas e respostas com todos os palestrantes encerra os trabalhos do período da manhã e antecede o serviço de um churrasco premium com cortes especiais produzidos pelo Carpa, que promete uma experiência sensorial gastronômica incrível. Após o almoço está programada uma dinâmica de campo em que os participantes terão a oportunidade de ver o gado de perto e conferir em mais detalhes o manejo da Fazenda Cibrapa e a genética do rebanho. O professor Adilson Aguiar, da Consupec, é quem comanda o tour. Clique aqui para garantir vaga no Dia de Campo, os participantes que fizerem a inscrição antecipada irão concorrer a um Mega Benefício no 46º Mega Leilão Anual Carpa que será realizado nos dias 30 e 31 de agosto de 2025 com coordenação da Central Leilões. Veja as etapas: 30/08- Sábado, 10h (transmissão Terraviva) 2.000 Bezerros de Corte 350 Fêmeas Nelore PA 100 Fêmeas Nelore PO 31/08- Domingo, 9h (Transmissão Canal Rural) 200 Touros Nelore PO Fonte: CARPA
Critérios para a Compra de Sementes de Plantas Forrageiras – Parte 02

Adilson de Paula Almeida Aguiar – Zootecnista, professor em cursos de pós-graduação na REHAGRO, na Faculdade de Gestão e Inovação (FGI) e nas Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU); Consultor Associado da CONSUPEC – Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda. Na semana passada escrevi a parte 01 dessa sequência de artigos sobre o tema em questão, citando e descrevendo os atributos de uma semente, quando cotar e quando comprar e as vantagens dessas tomadas de decisões. O objetivo dessa parte 02 é citar e descrever os tipos de tratamentos de sementes de plantas forrageiras. Vamos lá. Muitos tratamentos têm sido incorporados às sementes de plantas forrageiras nos últimos anos, tais como polimerização, escarificação, peletização e incrustração. A escarificação e a peletização já são tratamentos feitos em sementes de leguminosas há muitas décadas. A escarificação para quebrar a dormência física principalmente de sementes pequenas que têm tegumento duro, e a peletização para incorporar calcário e fontes de enxofre e micronutrientes com a finalidade de atender as exigências das bactérias fixadoras de nitrogênio (N). Para sementes de gramíneas forrageiras (capins) a escarificação é importante para sementes de Brachiaria humidicola (capim Humidicola ou capim Quiquio) por causa da sua alta dormência que é explicada pelo método de colheita de suas sementes na inflorescência. Assim a germinação das sementes desta espécie ocorrerá em um tempo semelhante às daquelas espécies cujas sementes são colhidas por varredura ou na palha. Para outras espécies de gramíneas forrageiras é importante para a eliminação das sementes “meia-grana”, ou seja, aquelas sementes que não completaram a maturação fisiológica. Estas sementes meia-grana são consideradas sementes puras e normalmente germinam, mas originam plantas de baixo vigor e muitas vezes morrem antes de se tornarem plantas adultas. A escarificação é química com ácido sulfúrico. Somente sementes de alto vigor e que completaram a maturação fisiológica tolera a escarificação química. Já para a peletização só se esperam respostas para gramíneas que fixam N, mas esta inferência ainda carece de mais pesquisas para embasar um pacote tecnológico que possa ser recomendado para o pecuarista. A polimerização é importante para regular a entrada de água na semente e é importante principalmente para o estabelecimento de pastagens no clima semiárido e em outros climas, mas com alta frequência de estiagens (veranicos) na época de plantio. Quanto à incrustração é preciso tomar cuidado. Em campo tem sido frequentes as reclamações de atraso e desuniformidade de germinação de sementes e emergência de plântulas. Aqui é importante, mais uma vez, que o pecuarista compre sementes incrustradas de empresas que já dominam este processo. Uma vez o processo sendo bem feito a incrustração traz as seguintes vantagens: facilidade no manuseio das sementes; eliminação do pó; facilidade de regulagem dos equipamentos de plantio (aumento o peso das sementes em 2,5 vezes); facilidade no plantio (não se dividem por camadas como acontece com sementes de baixa porcentagem de pureza facilitando a distribuição uniforme); diminui o problema com a deriva em plantio a lanço e aéreo devido ao aumento no tamanho e no peso das sementes; menor risco de intoxicação do trabalhador pelo tratamento com fungicida e inseticida. Na próxima semana, na parte 03 dessa sequência de artigos, demonstrarei como calcular a taxa de semeadura (kg/ha de sementes).