Professor Adilson Aguiar acompanha projeto da marca Carapreta em fazendas no Norte de Minas Gerais

Nos dias 03 a 06 de junho de 2026, o professor Adilson de Paula Almeida Aguiar trabalhou no projeto da marca Carapreta, nas fazendas Fortaleza de Santa Terezinha, localizada no município de Jequitaí, e Santa Mônica e Santa Terezinha, localizadas no município de São João da Ponte, todas no estado de Minas Gerais.

“O primeiro trabalho neste projeto foi realizado em setembro de 2019, com as etapas de inventário de recursos, que é a primeira etapa, para a emissão de diagnóstico, que corresponde à segunda etapa. A partir de dezembro de 2019, começou a terceira etapa do programa de consultoria que ofereço aos meus clientes, que é a etapa de acompanhamento”, explica o professor Adilson Aguiar.

Fazenda Fortaleza de Santa Terezinha

De acordo com o professor, a Fazenda Fortaleza de Santa Terezinha, em Jequitaí, possui área útil de 4.914 ha, dos quais 4.527 ha são de pastagens extensivas, formadas por capins Andropogon e pelas braquiárias Bengo, Decumbens, Humidicola e Marandu.

A propriedade também conta com 96 ha de capineiras de capim Mombaça em regime de sequeiro e 317 ha irrigados por pivôs centrais, destinados à produção de milho, para grãos, silagens de planta inteira e toplage, além de soja grão.

A fazenda possui ainda um confinamento com capacidade estática para 20.000 cabeças. No dia 5 de junho de 2026, estavam confinados 3.000 animais, além de 7.080 animais em pasto, dos quais 3.600 eram fêmeas em idade reprodutiva.

“Nos pivôs, nas safras 2024/2025 e 2025/2026, foram alcançadas produtividades médias de soja de 79 e 75,4 sacas/ha, respectivamente. Na safra 2024/2025, a produtividade de silagem de milho de planta inteira foi de 54,7 t de matéria natural/ha, com 34% de matéria seca; a de milho grão foi de 178 sacas/ha; e a de snaplage de milho foi de 17,4 t de matéria natural/ha, com 60,5% de matéria seca”, destaca Aguiar.

No sistema de sequeiro, a produtividade média de silagem de capim Mombaça foi de 34 t de matéria natural/ha na safra 2024/2025 e de 38,6 t de matéria natural/ha na safra 2025/2026.

Fazenda Santa Mônica

A Fazenda Santa Mônica, em São João da Ponte, possui área total de 8.239,8 ha, dos quais 5.989,8 ha são úteis.

Da área útil, 1.580 ha são de pastagens extensivas em regime de sequeiro, cultivadas com os capins Andropogon, Buffel e Urochloa. Outros 2.300 ha são destinados a capineiras, também em regime de sequeiro, cultivadas com capim Mombaça para produção de silagem. Além disso, 2.300 ha são irrigados por pivôs centrais para produção de milho, destinado a grãos, silagens de planta inteira e toplage, e soja grão.

“A Fazenda Santa Mônica abateu, em 2024 e 2025, 48.000 e 40.000 bovinos, respectivamente, para o programa Carapreta. Em 2026, a meta será alcançar 100.000 abates”, informa o professor.

Nos dias 3 e 4 de junho de 2026, estavam confinados na propriedade 60.000 animais, além de 3.500 novilhas prenhes em 1.580 ha de pastagens.

Fazenda Santa Terezinha

Na Fazenda Santa Terezinha, além dos cultivos de soja grão e milho em 287 ha irrigados, há um rebanho de 24.000 ovinos da raça Dorper, dos quais 15.000 são ovelhas em reprodução, dentro do projeto de produção de carne premium de ovinos da marca Carapreta.

A propriedade também possui 27 ha de tanques de piscicultura, destinados ao projeto de produção de filé de tilápia, também da marca Carapreta. Os frigoríficos de processamento das carnes bovina, ovina e de peixes estão instalados dentro da Fazenda Santa Terezinha.

Em média, são abatidos 800 cordeiros por mês.

No projeto de ovinos, a fazenda conta com 101 ha de pastagens irrigadas por pivô central e por aspersão em malha, cultivadas com capim Tifton 85, além de 46 ha de capim Mombaça irrigados por inundação.

“Nos pivôs das fazendas Santa Mônica e Santa Terezinha, nas safras 2024/2025 e 2025/2026, foram alcançadas produtividades médias de soja de 90 e 93 sacas/ha, respectivamente. Na safra 2024/2025, a produtividade de silagem de milho de planta inteira foi de 49,7 t de matéria natural/ha, com 34% de matéria seca, e a de snaplage de milho foi de 17,4 t de matéria natural/ha, com 60,5% de matéria seca”, explica Aguiar.

No sistema de sequeiro, a produtividade média de silagem de capim Mombaça foi de 19,5 t de matéria natural/ha na safra 2024/2025 e de 24,1 t de matéria natural/ha na safra 2025/2026, com 32,5% de matéria seca.

Orientação técnica e sustentabilidade

Neste projeto, o professor Adilson Aguiar orienta diferentes frentes técnicas, como a escolha de espécies forrageiras, o estabelecimento de pastagens, o manejo do pastoreio, o manejo e controle de plantas daninhas e insetos-praga, além da correção e adubação dos solos das áreas de pastagens e das áreas destinadas à produção de silagem.

“O projeto Carapreta é uma referência na integração de atividades, envolvendo agricultura, bovinocultura, ovinocultura, piscicultura e indústrias de carnes de bovinos, ovinos e peixes. Também se destaca pela sustentabilidade, por ser autossuficiente na produção de energia por meio de biodigestor e pelo uso de dejetos na forma de composto orgânico de origem animal para adubação dos solos”, destaca o professor.

Com acompanhamento técnico desde 2019, o projeto da marca Carapreta avança como um modelo integrado de produção agropecuária e industrialização, reunindo escala, diversidade produtiva, intensificação, sustentabilidade e agregação de valor dentro das fazendas.

Sobre o Autor

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Daniela Miranda

Jornalista especializada em comunicação para o agronegócio. Colabora com o professor Adilson Aguiar desde 2016 e é editora do projeto No Campo com Adilson Aguiar. Atua na produção e edição de conteúdos técnicos sobre pecuária sustentável, forragicultura e manejo de pastagens.

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